Relato de parto da Julia

E um dia a menstruação atrasa e você pensa: será? A cabeça não quer acreditar, o corpo avisa e o coração já sabe: grávida! 

E para realizar o sonho de ter um filho a gente planeja os mínimos detalhes: compra tudo que é preciso para receber aqueles serzinho indefeso, muda de casa para ter mais espaço, escolhe o obstetra, o local do parto e enfim, chega o grande dia! 

Tive um sangramento pela manhã do dia 18 e minha obstetra me encaminhou para o Hospital Santa Joana escolhido por nós por uma razão: era o mais conhecido que meu convênio cobria e o bebê ficava com q mãe e o pai o tempo todo no quarto. 

Chegando lá, mesmo falando sobre o sangramento esperamos das 17 até às 21h por atendimento! Estavam lotados e desorganizados, mas depois de o cardiotoco (exame que mede a frequência cardíaca do bebê) apontar 190 batimentos por minuto, a Doutora Carla Gimenes intervir, finalmente fui internada para uma cesária de emergência! 

A Julia estava em perigo pois o descolamento de placenta do início da gestação havia voltado! 

Hospital lotado, fomos informados que não haviam mais quartos disponíveis para mim, minha filha e meu marido após o parto! Me desesperei, mas me garantiram que eu ficaria com ela e com ele numa sala de recuperação após o parto, até vagar o quarto! 

Diante do perigo, aceitei a solução e fomos pra sala de pré parto! Minha médica chegou ao hospital às 21h30 e esperamos por uma sala até a 1h da manhã! 

Minha médica e sua auxiliar foram de uma paciência e de um amor comigo durante o parto, a doutora Carla até deixou minha amiga de infância, a Inês, instrumentar o parto! 

  
Porém a parte bonita acaba aqui pessoal! O que relato abaixo é duro e cruel! 

A Julia nasceu a 1h19 e a neonatologista de plantão me trouxe ela rapidamente para ver e já levou para os familiares verem no vidro e para os procedimentos de pesagem e aquecimento! Não tive tempo de tocar minha filha direito, queria abraçar, colocá-la junto ao peito, amamentar mas nada disso pode ser feito e antes dela ir embora com a pediatra eu deixei claro: NÃO QUERO QUE DEÊM A FÓRMULA INFANTIL! A resposta foi: Sim, claro! 

Mas DERAM

Eu fui pra tal sala de recuperação pelas mãos de uma enfermeira mal humorada chamada Edna! Me puxou da mesa de cirurgia para a maca com brutalidade e eu zonza perguntei: Edna você tem filhos? Numa tentativa de lembra-lá que poderia ser ela ali, no meu lugar! 

Me deixaram lá, grogue e nada de ver meu marido e minha filha. Acordava e dormia e não entendia porque a Julia e o Edney não estavam no meu campo de visão! 

Lá pelas 3 da madrugada o meu marido pediu encarecidamente e deixaram ele me ver! E ali começava o pesadelo! A Julia estava num berçário isolado, ele não podia nem ver ela pelo vidro, nem ficar ao meu lado! 

Chorei de raiva, de tristeza, de decepção! Estavam estragando o melhor momento da minha vida porque o hospital não tinha um plano de contingência para dias lotados X emergências? Porque fazem daquilo uma “linha de produção” de bebês e atendem mais convênios do que têm capacidade? 

Eu paguei o pato! Escolhi o local justamente porque o bebe fica com a mãe no quarto poxa! E isso me foi tirado! 

Tristeza e angústia a noite toda pensando que minha bebê estava separada de mim, sem o pai e sendo feito sei lá quais procedimentos desnecessários e não acordados comigo! 

Só que não acabou a parte ruim ainda! Quando perguntei para enfermeira quando trariam minha filha ela disse: às 9h da manhã! Minha preocupação era cabível, como ela ficaria todo esse tempo sem mamar? Sem a mãe que até então era a única referência de aconchego que ela conhecia? 

Ainda sob efeito da anestesia não tive forças para brigar e rezei para que ela fosse amaparada por Deus naquele momento, que não se sentisse abandonada, que dormisse enquanto não chegasse a hora de nos encontramos de novo! Impotência, foi o que senti! 

Quando deu 9h a enfermeira veio dizer que “por um problema de logística do berçário elas não trariam o bebê para mim” eu só encontraria a Julia no quarto ao meio dia ou quando vagasse! 

Ai eu virei uma leoa! Já acordada do transe anestésico eu gritei e perguntei onde estava a humanidade daquele hospital, em deixar uma recem nascida separada de sua mãe tantas horas!? 

Tanto fiz que me trouxeram a Julia “só um pouquinho” palavras da enfermeira! 

Abracei meu marido e minha filha nesse momento e chorei! Não queria mais me separar deles mas de novo a violência! Edney teve que sair e a Julia foi embora! Nunca senti tamanha tristeza…

Um momento que era para ser lindo, mágico e inesquecível se tornou um pesadelo! 

Quase 13h fui para o quarto que vagou com meu marido mas a Julia só foi chegar depois de uns 40 minutos e muitos pedidos para enfermagem! 

Sim 12horas separadas da nossa filha após o parto. Descaso, mentira e falta de humanidade. 

Não preciso dizer que detesto aquele hospital com todas as forças e sinto arrepio se alguém me fala que vai ter seu bebê lá né? 

Escrevendo esse relato chorei e choro ao me lembrar porque só se nasce uma vez gente, só se dá à luz ao primeiro filho uma vez e minha primeira vez foi dura e cruel por causa do hospital e sua desorganização! 

O curioso? Eu sempre ouvi falar bem de lá, tenho amigas que tiveram boas experiências nessa maternidade mas acredito que de uns tempos pra cá o excesso de convênios atendidos mais a fama do lugar deixaram eles nessas condições que relatei! Junto comigo mais 8 mamães passaram por isso!

Eu sonhei tanto com procedimentos menos invasivos, escolhi a obstetra mais querida e humana, mas errei na escolha do hospital! 

Por isso aqui fica meu alerta: cuidado na hora de decidir a instituição que irá ter seu bebê! Esse momento único não volta

Três dias depois um dos diretores do hospital passaram pelo quarto para saber se tivemos algum problema e meu marido relatou cada detalhe do descontentamento! 

Enfim, resolvi contar nesse relato tudo o que houve porque alguma coisa precisa ser feita em relação ao modo de nascer no Brasil! Eu farei minha parte não me omitindo! 😦

Um beijo,

MamãeUp

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BabyUp Update

Oi gente linda!

Neste post vamos dar uma atualizada de como está o desenvolvimento da babyUp.

Fomos ao pediatra na sexta passada e a Julia ganhou um quilo inteirinho  e cresceu 4,5 cm em 20 dias! 

 

Está com peso ideal para um mês e altura de dois meses! 😀 mamãeUp ficou tão orgulhosa!  

O Dr. Galvão, nosso pediatra liberou a gente deixar ela dormir e mamar literalmente em livre demanda, só quando ela reclamar!
Ah que alegria pra mamãe e PapaiUp! A sensação de dever cumprido nos contagiou. 

Teve mêsversário simplezinho mas cantamos parabéns e sopramos velinha! PapaiUp comeu bolo, porque mamãeUp tem medo de comer açúcar e dar cólica na bebezinha! 

  Comer e banho pra mamãe é na correria, quando dá, PapaiUp e VovóUp têm sido indispensáveis para o bom andamento da rotina! Minha mãe tem vindo duas vezes por semana para me dar uma mão cozinhando e PapaiUp tem acordado a cada mamada para trocar fraldas e as vezes ninar! 

De madrugada ela tem acordado de 1h30 em 1h30 mais ou menos, às vezes dorme tranquila 3 horas seguidas. 

Mesmo assim o sono bate forte e aproveito pra reforçar o que já disse em posts anteriores: durma sempre com seu filho(a) entre uma mamada e outra! O descanso é essencial para a saúde!   

  
Papai pegou a gente nanando no sofá 🙂

A partir desse mês o pediatra também liberou descer um pouco no prédio, dar uma voltinha no jardim! Tenho tentado levar ela pela manhã e ela tem gostado de tomar um arzinho! Confesso que para mim é uma delicia também! 

  
A gente fica tão absorvida com a rotina dos primeiros trinta dias com o bebê que quando sai um tiquinho assim, parece um passeio e tanto! Até contei lá na fanpage do Facebook quando descemos o primeiro dia!

Tenho uma amiga mamãe de dois, a Dani que brinca dizendo que comprar pão na padaria pode ser a maior diversão das mamães nesse período Rs ! 

Pra mim o melhor passeio é o dia do pediatra, carro, gente e até um batonzinho eu passei! 😀

  

Fomos de vestido igual! Aliás, compramos no Mundinho Kids e amamos nosso vestido mãe e filha! Não ficou um charme gente? ❤

Julia teve a primeira indisposição: de madrugada começou a respirar com certa dificuldade e acordar chorando, meu pediatra que é especial, nos respondeu à mensagem que enviei na mesma hora, pedindo para medicar, dar inalação e rinossoro! Ufa que susto! 

  
Ela ficou amuadinha mas super boazinha pra fazer a inalação! Aqui fica a dica: inalação depois que eles pegam no sono é sempre mais simples de fazer!

Muita gente acha que é besteira não sair com o bebê antes dos dois meses ou das vacinas e tem os que digam: “que frescura to só resfriado, não posso ir visitar!?”

O pediatra da Julia explicou que uma simples gripe com um mês de vida pode machucar o pulmão do bebê de forma irreversível, portanto mamães tome SIM cuidado com saídas e pessoas que esteja resfriadas ou gripadas. 

Mas essa semana MamãeUp precisava colher sangue para um exame e nos aventuramos! Levamos ela no carrinho pois o laboratório fica duas ruas para baixo de onde moramos e ela ficou super tranquila!  

 
Acho que é (tudo) isso! 

Um beijo,

MamãeUp