Ordenha das mamas 

O bebezinho nasce e lá estamos nós mães de primeira viagem com muita informação teórica e nenhuma prática para começar a amamentação. 

O bebê de um lado não sabe mamar, a mamãe de outro não sabe amamentar e muitas vezes falta orientação sobre o assunto.

Quando a Julia nasceu, com tudo que li na gravidez me senti perdida, não sabia se o leite havia descido, se a pega na hora da mamada estava correta e pior, não sabia a quem recorrer, foi então que uma amiga me indicou uma consultoria de amamentação.

Não sabia que existia esse tipo de consultoria e com ela aprendi a colocar a Julia no colo na melhor posição para ela e para mim na hora de mamar, posicionar a boquinha para a pega correta e ordenhar o leite que estava começando a endurecer minhas mamas. 

Não consegui entrevistar a Dani (a consultora que me ajudou) mas conversei com a Anna enfermeira e proprietária da Momy  Assessoria  para sabermos um pouco mais sobre o assunto: 

1-Qual a importância da ordenha no aleitamento materno? Quais tipos de problemas são evitados com a prática?

 A ordenha das mamas é uma grande aliada do aleitamento materno durante toda a amamentação, mas em especial logo após o parto e no retorno ao trabalho. A função da ordenha é substituir a sucção do bebê com consequente estimulação das mamas e esvaziamento das mesmas. A retirada do leite através da bomba ou por ordenha manual evita problemas causados pelo acúmulo de leite como o ingurgitamento mamário e a mastite.

Além de estimular a produção de leite, pois quando as mamas permanecem cheias a produção reduz ou cessa já que o organismo entende que não há nenhum bebê mamando e então não precisa produzir.

2- Anna, sabemos que muitas mulheres tem medo quando chega a hora de voltar ao trabalho e prejudicar o aleitamento materno. A ordenha garante à mulher que retorna suas atividades profissionais a continuidade da amamentação?  

Para a mulher que retorna ao trabalho e deseja continuar  com a amamentação a ordenha é fundamental. Ela permite grandes possibilidades da continuidade do aleitamento mas alguns cuidados precisam ser seguidos, como a ordenha frequente das mamas para que a produção não reduza.

3- Qual a dica que você dá as mamães de primeira viagem que estão começando a ordenha? 

Informem-se sobre as maneiras de ordenha, como realizar a ordenha manual, se optarem pela bomba extratora qual modelo se adapta às suas necessidades e os cuidados a serem tomando durante a sua utilização. A realização da ordenha permite que a amamentação prossiga sem grandes problemas, tanto pela estimulação das mamas a produzir mais leite como pela prevenção de complicações.

Minha experiência de mãe para compartilhar com vocês é:  
-Antes de voltar ao trabalho vou fazer uma consulta com a Anna e me informar de todas as possibilidades para continuar o aleitamento materno.

– Durante minha licença eu usei uma bomba de amamentação muito boa que comprei por indicação de uma amiga pois com a ordenha manual não conseguia aliviar os seios já muito cheios.

Para mim funcionou muito bem essa bomba manual da Lansinoh. Só deixando claro que não tenho nenhuma parceria comercial com a marca.

Essa bomba não é machucou os bicos dos seios e em comparação com a bomba convencional consegui retirar muito mais leite com menor número de bombadas. 

Quando a Julia completou 2 meses tive uma crise renal e não queria levar minha filha ao hospital comigo, então tirei o leite com a bombinha e deixei uma mamadeira para minha mãe que ficou com a baby no carro enquanto eu era atendida. 

Quem amamenta em livre demanda sabe o desespero que dá nessas situações e dentro da minha inexperiência consegui resolver dessa maneira. 

– Eu utilizo só nessas situações emergenciais mas quando voltar ao trabalho pretendo continuar amamentando e quero que a Julia possa contar com meu leite durante o dia, por isso também investi nessa bomba mais moderna. 

Trabalho na rua, externa o dia todo, portando uma bomba elétrica não me atenderia a necessidade.

Compartilho com vocês essas informações que, para muitas mamães pode ser o dia a dia, mas que para quem está na primeira vez pode ser valioso. 

A sensação de voltar ao trabalho e ter o leite materno secando deve ser frustrante e assusta muitas mulheres, por isso espero ter ajudado vocês com essas informações! 

Agradeço a Anna, pelo seu tempo e pela forma gentil como atendeu ao Mamãe Up e deixo ali em baixo os contatos dela para as mamães que precisarem! 

Um beijo,

Mamãe Up

Serviço:  

Anna Carolina Polato Yanagiura Gomes

Proprietária da Momy Assessoria para gestantes e recém mães.Enfermeira formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em neonatologia pelo Centro Universitário São Camilo São Paulo.

www.momyassessoria.com.br

Email: contato@momyassessoria.com.br

WhatsApp: (14)9.9801.5897

Instagram: @momyassessoria 

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Furo nas orelhas

Mamães, vovós e papais de meninas, parem tudo o que estão fazendo para ler este post se chegou a hora de furar as orelhinhas! (Risos)

Tenho algumas dicas, dúvidas que rondavam a cabeça da mãe de primeira viagem aqui: Quando? Dói? Qual melhor lugar? 

Aí fui pesquisar item por item com várias mamães, vovós e profissionais! Cheguei às respostas abaixo: 

Quando? 

Perguntei primeiro para o pediatra da Julia e ele me recomendou após as vacinas dos dois meses! Achei coerente pois o bebê não deve (tecnicamente) sair de casa antes da primeira imunização! 

Quando perguntei às amigas mamães me disseram “o mais rápido possível, para não doer” e percebi que as mães em geral têm uma ansiedade tremenda pelo dia do furo! Eu tinha um certo pé atrás pra ser franca pois achava que ia expor a Julia a uma dor desnecessária o que me levou a segunda questão!

Dói?

Não dói! É o que todo mundo repete! Mas aí eu pensava: “são dois furos caramba como não dói?”

De novo o santo pediatra da Julia me explicou algo interessante: “se furar no lugar certo da orelha não dói mesmo, eles choram mais pelo susto” o que me levou a terceira questão!

Qual melhor lugar para levar a baby Up? 

Aí o Dr. Galvão e as mamães amigas foram unânimes: FURO NA ORELHA a clinica! 

Pesquisei na internet só nota boa pro dr Walter acupunturista simpático e mega bem recomendado que fura as orelhinhas com o maior carinho! 

Chegamos a clinica com o brinco de ouro (eles pedem que seja) e com um medinho, confesso! Minha mãe foi com a gente e estava super tranquila. Na sala de espera puxei papo com as mães e estavam TODAS tensas! (Risos) 

O Dr. Walter vem pessoalmente passar pomadinha anestésica em cada orelhinha na sala de espera e ainda completa dizendo: “se pudesse passava no coração de cada mamãe também”! 

Já quebrou meu gelo e começou uma mini palestra sobre como seria o furinho, quais os procedimentos utilizados e cuidados pós furo. Simpatia pura, experiência no assunto e tecnologia pois ele identifica através de um aparelho o ponto neutro em cada orelhinha. 

Relaxei! Julia rindo pra ele, ele apaixonado por ela e eu orgulhosa! Vamos entrar? 

Julia foi corajosa, chorou só um tico e logo estava mais LINDA DO QUE NUNCA!(reparem já de brincos!)  

 
Depois ele pediu pra tirar essa foto com ela e disse:”Furo a orelha de cada bebê pensando em como eu gostaria que tratassem um neto meu”! 

Um encanto, super recomendo. Link ali em cima com a fanpage dele, a clinica fica na Moóca e o furo me custou R$ 120 reais e valeu cada centavo! 

Então se chegou a hora de furar a orelhinha ficam aí minhas descobertas e dicas!

E com vocês como foi a hora do furo nas orelhas das babys girls? 

Um beijo,

Mamãe Up 

Sem romantismo

Mamãe Up está de visual novo! Não, eu não, o blog! Rs Criatura e criador se confundem eu sei, mas é do blog que estou falando repararam? Gostaram? 
A Camila do Eles Crecem desenvolveu com muito carinho a identidade visual do Mamãe Up, super recomendo o trabalho dela! Clicando ali no link ou no @elescrescem você entra em contato com ela!   

Mas no post de hoje vou desabafar! Sim, é preciso!

Pensei em escrever sobre H1N1 e a dificuldade para vacinação, mas hj eu preciso conversar com vocês sobre como a maternidade é o tempo todo dúbia!

Aliás conversar é algo que não rola muito quando se tem um bebê de dois meses em tempo integral aos seus cuidados! Vários temas começam e terminam no soar de um unhééé. 

Vivenciando essa dualidade nos dois quase três que tenho de mamãe sinto essa imensidão de altos e baixos e queria compartilhar pois imagino que muitas mamães e papais devem sentir o mesmo, afinal nessa viagem que se chama: ter um filho, não estamos sós e podemos/devemos nos ajudar! 

Eu me sinto explodindo! É a palavra que mais se encaixa para mim neste momento! Explodindo de amor, de emoção, de felicidade mas também de peso, de cansaço, de dor! 

Essa dualidade me deixa confusa e completamente desnorteada tanto que essa semana eu levei um tombo! Sim minha gente, fui ao chão, bati a testa e essa foi a prova do que falo: carregar 84quilos com 1,65 de altura não é para mim! 

Meu peso estacionou! Faz um mês que não desce, nem sobe. Mesmo com dieta, mesmo amamentando! 

Aí as mamães radicais, aquelas que adoram apontar o dedo na cara ao invés de tentar entender vão dizer: “não se preocupe com isso agora!”. Não dá! Não é só estético, é físico o incomodo! 

Pra ajudar o quadro eu tive colica renal e amamentando não quis expor a Julia no hospital, resultado: muita dor e sensibilidade leia-se irritação a flor da pele! 

Julia parece que compreendia o que estava acontecendo com a mamãe e dormiu a melhor noite da vida dela, 6 horas seguidas, no meu pico de dor! Eu agradeci a Deus mas preciso falar: NÃO ESTÁ FÁCIL! 

Romantizar a maternidade é o perigo maior que vivemos hoje em dia com as redes sociais! Todo mundo quer sair sorrindo na foto e às vezes a humanidade fica esquecida num filtro do instagran.

Me sinto abençoada de ter minha pequeninha nos braços, passamos a primeira páscoa juntos, em família! Me sinto agradecida por toda ajuda e parceria do meu marido e minha mãe neste momento mas existem questões  que são só minhas! 

Sentir e falar sobre,com sinceridade, sem florear faz da minha maternidade real, humana e por que não dizer mais bonita? 

Quem aí está passando ou sente algo parecido? Me conta vá? 🙂 assim me sinto menos ET Rs 

Um beijo,

Mamãe Up 

Aquela atualização marota 

Completamos 2 meses de babyUp em casa! Quanto amor gente, nossa, clichês a parte só quem tem um filho(a) para saber que amor é esse! 

Fomos tomar as vacinas da idade que são: Hepatite B (segunda dose, a primeira é dada já na maternidade),DTP (difteria, tétano e coqueluche, primeira dose), Hib (Haemophilus influenzae, primeira dose), Pólio oral ou inativada (primeira dose), Rotavírus (primeira dose), Pneumocócica conjugada (primeira dose)!  

Existe a possibilidade da conjugação da DPT, HIB, Pólio e Hepatite B, podendo-se fazer a Vacina Hexavalente que estava em falta aqui em São Paulo! Rodamos a internet toda procurando e achamos no bairro de Santana, numa clínica de imunização! 

Decidi dar na rede particular por dois motivos: primeiro que as vacinas são acelulares, li sobre e descobri que as reações são de menor incidência e são só 2 picadas nas coxinhas ao invés de 3 como é na rede pública! 

E lá fomos nós, coração na mão, sabendo que é o melhor pra ela mas que ia doer poxa!  

   

E doeu tadinha! Fiquei com o coração partido! Mas passou! Não teve reação quase, só ficou doloridinha e com o intestino um pouco solto.

Passadas as vacinas fomos ao pediatra e adivinhem!? Engordou! Graças a Deus e ao leitinho da mamãe!   

 

 

Ganhou 1,225 desde o mês passado! Altura foram 3 cm a mais, estamos com 60cm de pura gostosura!

Essa semana que vem vamos furar a orelha!:) ai tenho dó acreditem se quiser! Vamos naquela clinica “Furo na orelha” depois conto pra vocês!

Agora começamos a poder passear por aí! E como gosta de um passeio gente!? Fica toda feliz! 

 
Já fomos na casa da vovó  Malu, da tia Lila e hoje na tia Meire! 

Não sei se já contei pra vocês? A Julia ama tomar banho, dou dois por dia! Olha essa carinha! 

  

Descobri que o banho da noite é indispensável para relaxar e dormir bem. Papai Up também tem se arriscado no banho!❤️

Essas são as novidades da Baby Up 
Um beijo,

Mamãe Up 

Dicas na hora de sair com o bebê 

Para as mamães de primeira viagem as saidinhas com os recém-nascidos ou mesmo com os bebezinhos depois das vacinas é um verdadeiro desafio!

São tantas necessidades dos pequenos e um universo tão desconhecido pras novas mamães que resolvi escrever sobre isso.

Inexperiente que sou, conversei com algumas mamães de segunda viagem para colher essas dicas abaixo, já testei algumas e outras ainda não, pois a Julia só pode passear mesmo depois das vacinas dos dois meses segundo orientou nosso pediatra!

Vamos as dicas:
1- Na malinha do bebê os itens necessários são: fraldas, pomada para assadura, álcool gel, trocador plástico, lenços umidecidos, saquinho anti odor(para fraldas), leve sempre uma roupa da estação para uma possível troca ou vazamento de fralda, uma roupa da outra estação, pois nosso país as oscilações de temperatura são frequentes, manta de lã e manta leve. No caso do bebê mamar no peito leve paninhos de boca e uma fralda de algodão grandes. No caso de quem mama na mamadeira, levar mamadeira e a térmica para manter o leitinho quentinho. Há quem curte levar pronto e aquecido nas bolsas térmicas, há quem goste de levar água quente e misturar a fórmula infantil na hora!

2- Coloque seu bebê na cadeirinha do carro de costas para o banco do passageiro e arrume bem a cabecinha no encosto para não ficar sacolejando nas ruas “maravilhosamente” asfaltadas das cidades, prenda o bebê com o cinto da cadeirinha mesmo que ele ainda não se mexa muito, é a segurança dele que está em jogo!

3- Com menos de dois meses de vida e sem as vacinas da idade nem pensar lugares aglomerados e/ou saídas longas

4- Nos shoppings, parques e lugares com desconhecidos sempre prender o bebê no carrinho e mesmo assim não desvie a atenção nunca, infelizmente existem pessoas de má índole, nesse momento todo cuidado é pouco!

5- Existe opções das mais variadas para bolsas de bebê, estude a que for a melhor para VOCÊ! Mães com duas crianças ou mais recomendam mochilas, há as que prefiram as bolsas transversais e no seu caso veja o que se adapta melhor à sua comodidade!

6- Dentro a bolsa com os itens da primeira dica uma das mamães que conversei me disse que leva uma necessarie com uma fralda, creme de assaduras e lenços umidecidos para o caso de não levar a bolsa inteira pro banheiro num restaurante, por exemplo!

7- Itens preventivos para a malinha de sair: remédio para dor e febre, termômetro, chupetas extras, paninhos de boca extra e guarda chuva dobrável!

8- Para as mamães que dirigem e saem sozinhas com os bebês: retrovisor de cadeirinha! Você enxerga o bebê do volante, se está dormindo, com sol no rostinho, enfim é na minha opinião é imprescindível, achei o meu na Alô Bebê mas tem pra vender pela internet!  Olha na foto a baixo que legal:

9- Sobre fraldas na hora de sair, seguinte: bebezinho está usando fralda tamanho P e vc vai viajar com ele? Ou sair para um lugar mais longe? Se não quiser correr o risco de parar pra trocar, coloque uma fralda tamanho maior, no caso do exemplo M. Mamães disseram que segura muito mais tempo!

10- Mães que amamentam no peito, quando precisam sair ou levam o bebê junto ou se não for possível (trabalho, compromisso a noite, etc.) existem bombas de ordenha do leite materno manuais vendidas em farmácias ou elétricas que podem ser compradas ou alugadas, para retirar o leite do peito e deixar para a pessoa que ficará com o bebê dar na mamadeira ou no copinho!

11- Nos shoppings em geral existe um espaço chamado Família ou  mesmo o velho fraldário que normalmente têm espaço para amamentação, troca de fraldas e carrinhos para empréstimo

12- Mês de março tem as “águas de março fechando o verão” é promessa de chuva no seu bebezão? Não! Existem capas de chuva para os carrinhos de bebês! Custam em torno de 50 reais e vendem pela internet

13- Em tempo de Zika virus e  Dengue existem para compra o mosqueteiro de carrinho, para aquele passeio ao ar livre ficar ainda mais gostoso!

14-O sling ou o canguru para sair podem ser opções, tirar o bebê conforto do carro e levar para dentro da casa de alguém que vá visitar ou para um restaurante é uma ideia e levar o carrinho só para lugares maiores como praças, parques e shoppings

Aliás este post foi escrito com a Julia no Sling dormindo no meu peito 😉 e posso falar? Que delicia!

  

Obrigada as amigas: Michele do @espacodasmamaes, Gisele minha parceira de barrigão e amiga e Daniela amiga do coração e da equipe do trabalho que colaboraram com dicas!

Espero poder ter ajudado as mamães doidinhas por acertar com seus pequenos nos primeiros passeios!

Se você mamãe ou papai pensaram em alguma dica que não está aqui, deixe nos comentários que depois vou incluir no post pra ajudar os marinheiros de primeira viagem tá? 

Um beijo,

Mamãe Up

Sexo no pós parto

Um assunto que muitas mamães ficavam à vontade para falar e agora, no pós parto vira tabu é sexo! SIM: hoje é dia de sexo por aqui! Sexo especificamente no pós parto.

Segundo orientam os ginecologistas, em média 40 dias após dar à luz a mulher está liberada para voltar a ter relações sexuais com o parceiro, mas a teoria acaba aqui!

A vida de mãe/pai, o cansaço, o stress das noites mal dormidas são apenas alguns poucos fatores que, as vezes desconectam o casal Neste período e dificultam a vida sexual saudável a voltar ao normal!

Muitas mulheres têm que ser lembradas pelos companheiros que os 40 dias já se foram! Ou lembrá-los! Sim, porque os homens mais envolvidos com os cuidados diários com o bebê também deixam passar.

Vamos falar das as questões femininas? O corpo na maioria dos casos está flácido, com peso a mais e a mulher cheia de hormônios e amamentando! O resultado dessa combinação? As vezes não estamos afins ou seguras para o ato!

A verdade é que não existe fórmula de faça isso ou faça aquilo! A sensibilidade ao momento tem que partir dos dois lados!

O homem entendendo que a mulher já não é a mesma, ela agora é mãe! E faz diferença? Sim! E a mulher? Tem que entender que ele também está cansado, preocupado não só com o bebê mas com você e que muitos homens acham no sexo uma maneira gostosa de fazer carinho!

Ambos têm necessidades fisiológicas mas pode acontecer das prioridades e do tempo de cada um ser diferente e aí compreensão e respeito são palavras chave!

Acho que o melhor caminho é conversar honestamente: Eu estou com vontade? Não estou! Tenho medo, tenho insegurança,tenho dores, cansaços enfim, o lance que para mim sempre funcionou nesse assunto é falar!

O fato é, essa reconexão é muito importante pro casal! Nasceu junto com o filho(a) um novo homem e uma nova mulher e se reapaixonar é essencial!

Dicas importantes para relaxar e gozar

1- Durante a amamentação algumas mulheres ficam com pouca(ou nenhuma) lubrificação. Por isso não esqueça de comprar este item: lubrificante!

2- Há mulheres que têm medo de engravidar novamente e esse fantasma atrapalha na hora de curtir o momento. Já existem vários anticoncepcionais que são liberados pós parto e não interferem na amamentação, converse com o ginecologista e use preservativo para não estragar o clima!

3- Recado para os homens: ela não está igual antes fisicamente? Ok! Homens são visuais? Ok! Mas enxergue e comente outras belezas! Cabelo cheiroso, pele macia, contornos novos, vale tudo para fazer a parceira se sentir bem e confiante!

4- Caprichem nas preliminares! O tempo é curto? Mas melhor fazer pela metade do que não estarem no clima e ser ruim logo de cara! Carinhos e calma ajudam a entrar no clima.

5- “O bebê está ao lado da cama Camila não consigo”! Acostume-se! Esta é sua nova realidade. Vocês têm um filho agora! Já parou pra pensar que a sós vai ser bem difícil daqui pra frente? Então vale sentir e conversar como você o parceiro(a) querem fazer.

Acredito que sinceridade nesses “assuntos tabus” é o melhor jeito de desmistificar a questão por essa razão escrevi com a simplicidade de quem não é especialista mas está passando pela situação!

Um beijo,

Mamãe Up

Relato de parto da Julia

E um dia a menstruação atrasa e você pensa: será? A cabeça não quer acreditar, o corpo avisa e o coração já sabe: grávida! 

E para realizar o sonho de ter um filho a gente planeja os mínimos detalhes: compra tudo que é preciso para receber aqueles serzinho indefeso, muda de casa para ter mais espaço, escolhe o obstetra, o local do parto e enfim, chega o grande dia! 

Tive um sangramento pela manhã do dia 18 e minha obstetra me encaminhou para o Hospital Santa Joana escolhido por nós por uma razão: era o mais conhecido que meu convênio cobria e o bebê ficava com q mãe e o pai o tempo todo no quarto. 

Chegando lá, mesmo falando sobre o sangramento esperamos das 17 até às 21h por atendimento! Estavam lotados e desorganizados, mas depois de o cardiotoco (exame que mede a frequência cardíaca do bebê) apontar 190 batimentos por minuto, a Doutora Carla Gimenes intervir, finalmente fui internada para uma cesária de emergência! 

A Julia estava em perigo pois o descolamento de placenta do início da gestação havia voltado! 

Hospital lotado, fomos informados que não haviam mais quartos disponíveis para mim, minha filha e meu marido após o parto! Me desesperei, mas me garantiram que eu ficaria com ela e com ele numa sala de recuperação após o parto, até vagar o quarto! 

Diante do perigo, aceitei a solução e fomos pra sala de pré parto! Minha médica chegou ao hospital às 21h30 e esperamos por uma sala até a 1h da manhã! 

Minha médica e sua auxiliar foram de uma paciência e de um amor comigo durante o parto, a doutora Carla até deixou minha amiga de infância, a Inês, instrumentar o parto! 

  
Porém a parte bonita acaba aqui pessoal! O que relato abaixo é duro e cruel! 

A Julia nasceu a 1h19 e a neonatologista de plantão me trouxe ela rapidamente para ver e já levou para os familiares verem no vidro e para os procedimentos de pesagem e aquecimento! Não tive tempo de tocar minha filha direito, queria abraçar, colocá-la junto ao peito, amamentar mas nada disso pode ser feito e antes dela ir embora com a pediatra eu deixei claro: NÃO QUERO QUE DEÊM A FÓRMULA INFANTIL! A resposta foi: Sim, claro! 

Mas DERAM

Eu fui pra tal sala de recuperação pelas mãos de uma enfermeira mal humorada chamada Edna! Me puxou da mesa de cirurgia para a maca com brutalidade e eu zonza perguntei: Edna você tem filhos? Numa tentativa de lembra-lá que poderia ser ela ali, no meu lugar! 

Me deixaram lá, grogue e nada de ver meu marido e minha filha. Acordava e dormia e não entendia porque a Julia e o Edney não estavam no meu campo de visão! 

Lá pelas 3 da madrugada o meu marido pediu encarecidamente e deixaram ele me ver! E ali começava o pesadelo! A Julia estava num berçário isolado, ele não podia nem ver ela pelo vidro, nem ficar ao meu lado! 

Chorei de raiva, de tristeza, de decepção! Estavam estragando o melhor momento da minha vida porque o hospital não tinha um plano de contingência para dias lotados X emergências? Porque fazem daquilo uma “linha de produção” de bebês e atendem mais convênios do que têm capacidade? 

Eu paguei o pato! Escolhi o local justamente porque o bebe fica com a mãe no quarto poxa! E isso me foi tirado! 

Tristeza e angústia a noite toda pensando que minha bebê estava separada de mim, sem o pai e sendo feito sei lá quais procedimentos desnecessários e não acordados comigo! 

Só que não acabou a parte ruim ainda! Quando perguntei para enfermeira quando trariam minha filha ela disse: às 9h da manhã! Minha preocupação era cabível, como ela ficaria todo esse tempo sem mamar? Sem a mãe que até então era a única referência de aconchego que ela conhecia? 

Ainda sob efeito da anestesia não tive forças para brigar e rezei para que ela fosse amaparada por Deus naquele momento, que não se sentisse abandonada, que dormisse enquanto não chegasse a hora de nos encontramos de novo! Impotência, foi o que senti! 

Quando deu 9h a enfermeira veio dizer que “por um problema de logística do berçário elas não trariam o bebê para mim” eu só encontraria a Julia no quarto ao meio dia ou quando vagasse! 

Ai eu virei uma leoa! Já acordada do transe anestésico eu gritei e perguntei onde estava a humanidade daquele hospital, em deixar uma recem nascida separada de sua mãe tantas horas!? 

Tanto fiz que me trouxeram a Julia “só um pouquinho” palavras da enfermeira! 

Abracei meu marido e minha filha nesse momento e chorei! Não queria mais me separar deles mas de novo a violência! Edney teve que sair e a Julia foi embora! Nunca senti tamanha tristeza…

Um momento que era para ser lindo, mágico e inesquecível se tornou um pesadelo! 

Quase 13h fui para o quarto que vagou com meu marido mas a Julia só foi chegar depois de uns 40 minutos e muitos pedidos para enfermagem! 

Sim 12horas separadas da nossa filha após o parto. Descaso, mentira e falta de humanidade. 

Não preciso dizer que detesto aquele hospital com todas as forças e sinto arrepio se alguém me fala que vai ter seu bebê lá né? 

Escrevendo esse relato chorei e choro ao me lembrar porque só se nasce uma vez gente, só se dá à luz ao primeiro filho uma vez e minha primeira vez foi dura e cruel por causa do hospital e sua desorganização! 

O curioso? Eu sempre ouvi falar bem de lá, tenho amigas que tiveram boas experiências nessa maternidade mas acredito que de uns tempos pra cá o excesso de convênios atendidos mais a fama do lugar deixaram eles nessas condições que relatei! Junto comigo mais 8 mamães passaram por isso!

Eu sonhei tanto com procedimentos menos invasivos, escolhi a obstetra mais querida e humana, mas errei na escolha do hospital! 

Por isso aqui fica meu alerta: cuidado na hora de decidir a instituição que irá ter seu bebê! Esse momento único não volta

Três dias depois um dos diretores do hospital passaram pelo quarto para saber se tivemos algum problema e meu marido relatou cada detalhe do descontentamento! 

Enfim, resolvi contar nesse relato tudo o que houve porque alguma coisa precisa ser feita em relação ao modo de nascer no Brasil! Eu farei minha parte não me omitindo! 😦

Um beijo,

MamãeUp