Vivendo e aprendendo: Quiropraxia na gestação, parto,pós parto e em bebês 

Há algumas semanas conheci a quiropraxia e fiquei encantada com os benefícios para nós mamães e para bebês! Sim, dona Julinha passou pelo primeiro atendimento depois de muita pesquisa da MamãeUp sobre o assunto. 

Resolvi fazer uma entrevista para que vocês conheçam um pouco dessa técnica e possam aproveitar os benefícios afinal qual mamãe não sente dores nas costas? Mas os ganhos vão bem além! 

Conversei com a dra Carla Cristhyna confiram: 

1-O que é quiropraxia? Qual a preparação para um profissional se formar quiropraxista? 

Quiropraxia é uma profissão na área da saúde que trata e previne qualquer alterações dos sistemas esquelético, muscular e nervoso proporcionando qualidade de vida dos pacientes, alívio de dores e equilíbrio.

Para ser um Quiropraxista é necessário fazer uma graduação de quiropraxia, são 5 anos.

Qual a importância da quiropraxia para a gestante? E no pós parto? 

A quiropraxia na gestação oferece bem estar para mãe e para o bebê, ajudando na hora do parto e no pós parto ajuda na recuperação mais rápida da mãe aliviando dores e ajustando o sistema músculo-esquelético. 

A sua especialização é em pediatria certo? Existe uma recomendação no dia do parto para o bebê? 

Sim, sou formada em quiropraxia pediátrica, me formei pela ICPA, instituto de quiropraxia pediátrica, na hora do parto, em outros lugares, como nos EUA, o Quiropraxista fica na sala do parto, para quando o bebê nascer já receba seu primeiro tratamento que irá ajudar na melhora do funcionamento saudável de seu sistema nervoso, principalmente. Ajuda também no melhor funcionamento do aparelho digestivo, ajudando em cólicas, por exemplo, sistema respiratório e no sistema imunológico, ajudando em inflamações como otite e até prevenindo um resfriadinho. 

Quais os benefícios da quiropraxia para a mamãe? 

As mães normalmente podem ter dores na coluna ou o bebê acaba se posicionando e machucando costelas na gestação, a quiropraxia ajuda com o alívio de dor e auxilia para que a posição do bebê na barriga da mãe fique melhor e com isso traz benefícios na hora do parto. 

No pós parto ajuda nas questões das dores recorrentes devido aos novos movimentos como carregar o bebês, dar banho, etc.

Você atendeu a Julia, conta pra gente quais os benefícios para o bebê?

Sim atendi a Julia que ficou super tranquila! Para os bebês o atendimento  vai ajudar nas cólicas e gases, também atua no sistema imunológico que vai ficar mais forte evitando doenças por vírus ou bactérias.

Os bebês atendidos costumam ficar mais ágeis e espertos, devido ao sistema nervoso fluir melhor.

Muito interessante né? O atendimento dos bebês é feito no colo dela e dos maiorzinhos no colo dos pais ou na maca.
Mãe de primeira viagem que sou não tirei foto do atendimento da Julia Rs mas pra vocês terem uma ideia:  

 
Minutos depois do atendimento! Percebi que a Julia ficou mais calma e o intestino funcionou bem melhor no dia seguinte.

Eu sinto um alívio nas costas incrível quando vou lá! Estou em meu segundo atendimento e resolvi compartilhar com vocês porque coisa boa a gente precisa dividir né?

Um beijo,

Mamãe Up 

Serviço: 

Dra. Carla Cristhyna Carlos – Quiropraxista ABQ 0288 atende na Av. Dr. Luís da Rocha Miranda, 159 – conj. 11 – Jd. Jabaquara e na Rua Dona Ana Neri, 379 casa 43 – Mooca

Clinica de Saúde Bonsai / Contato: 11 98134-0632

Formada em quiropraxia pela UAM e  Pós graduada em biomecânica da atividade física e saúde pela UGF/  Especialista em quiropraxia esportiva pela FICS/ Especialista em quiropraxia pediátrica pela ICPA

Ordenha das mamas 

O bebezinho nasce e lá estamos nós mães de primeira viagem com muita informação teórica e nenhuma prática para começar a amamentação. 

O bebê de um lado não sabe mamar, a mamãe de outro não sabe amamentar e muitas vezes falta orientação sobre o assunto.

Quando a Julia nasceu, com tudo que li na gravidez me senti perdida, não sabia se o leite havia descido, se a pega na hora da mamada estava correta e pior, não sabia a quem recorrer, foi então que uma amiga me indicou uma consultoria de amamentação.

Não sabia que existia esse tipo de consultoria e com ela aprendi a colocar a Julia no colo na melhor posição para ela e para mim na hora de mamar, posicionar a boquinha para a pega correta e ordenhar o leite que estava começando a endurecer minhas mamas. 

Não consegui entrevistar a Dani (a consultora que me ajudou) mas conversei com a Anna enfermeira e proprietária da Momy  Assessoria  para sabermos um pouco mais sobre o assunto: 

1-Qual a importância da ordenha no aleitamento materno? Quais tipos de problemas são evitados com a prática?

 A ordenha das mamas é uma grande aliada do aleitamento materno durante toda a amamentação, mas em especial logo após o parto e no retorno ao trabalho. A função da ordenha é substituir a sucção do bebê com consequente estimulação das mamas e esvaziamento das mesmas. A retirada do leite através da bomba ou por ordenha manual evita problemas causados pelo acúmulo de leite como o ingurgitamento mamário e a mastite.

Além de estimular a produção de leite, pois quando as mamas permanecem cheias a produção reduz ou cessa já que o organismo entende que não há nenhum bebê mamando e então não precisa produzir.

2- Anna, sabemos que muitas mulheres tem medo quando chega a hora de voltar ao trabalho e prejudicar o aleitamento materno. A ordenha garante à mulher que retorna suas atividades profissionais a continuidade da amamentação?  

Para a mulher que retorna ao trabalho e deseja continuar  com a amamentação a ordenha é fundamental. Ela permite grandes possibilidades da continuidade do aleitamento mas alguns cuidados precisam ser seguidos, como a ordenha frequente das mamas para que a produção não reduza.

3- Qual a dica que você dá as mamães de primeira viagem que estão começando a ordenha? 

Informem-se sobre as maneiras de ordenha, como realizar a ordenha manual, se optarem pela bomba extratora qual modelo se adapta às suas necessidades e os cuidados a serem tomando durante a sua utilização. A realização da ordenha permite que a amamentação prossiga sem grandes problemas, tanto pela estimulação das mamas a produzir mais leite como pela prevenção de complicações.

Minha experiência de mãe para compartilhar com vocês é:  
-Antes de voltar ao trabalho vou fazer uma consulta com a Anna e me informar de todas as possibilidades para continuar o aleitamento materno.

– Durante minha licença eu usei uma bomba de amamentação muito boa que comprei por indicação de uma amiga pois com a ordenha manual não conseguia aliviar os seios já muito cheios.

Para mim funcionou muito bem essa bomba manual da Lansinoh. Só deixando claro que não tenho nenhuma parceria comercial com a marca.

Essa bomba não é machucou os bicos dos seios e em comparação com a bomba convencional consegui retirar muito mais leite com menor número de bombadas. 

Quando a Julia completou 2 meses tive uma crise renal e não queria levar minha filha ao hospital comigo, então tirei o leite com a bombinha e deixei uma mamadeira para minha mãe que ficou com a baby no carro enquanto eu era atendida. 

Quem amamenta em livre demanda sabe o desespero que dá nessas situações e dentro da minha inexperiência consegui resolver dessa maneira. 

– Eu utilizo só nessas situações emergenciais mas quando voltar ao trabalho pretendo continuar amamentando e quero que a Julia possa contar com meu leite durante o dia, por isso também investi nessa bomba mais moderna. 

Trabalho na rua, externa o dia todo, portando uma bomba elétrica não me atenderia a necessidade.

Compartilho com vocês essas informações que, para muitas mamães pode ser o dia a dia, mas que para quem está na primeira vez pode ser valioso. 

A sensação de voltar ao trabalho e ter o leite materno secando deve ser frustrante e assusta muitas mulheres, por isso espero ter ajudado vocês com essas informações! 

Agradeço a Anna, pelo seu tempo e pela forma gentil como atendeu ao Mamãe Up e deixo ali em baixo os contatos dela para as mamães que precisarem! 

Um beijo,

Mamãe Up

Serviço:  

Anna Carolina Polato Yanagiura Gomes

Proprietária da Momy Assessoria para gestantes e recém mães.Enfermeira formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em neonatologia pelo Centro Universitário São Camilo São Paulo.

www.momyassessoria.com.br

Email: contato@momyassessoria.com.br

WhatsApp: (14)9.9801.5897

Instagram: @momyassessoria 

Exercício no pós parto

 
Muitas dúvidas rondam a volta à rotina saudável depois do parto, por isso conversei com a educadora física Cristiane Fantini que me explicou mais o assunto e compartilho com vocês: 

1- Qual o tempo médio para volta ao exercício físico depois do parto?

Para o retorno da atividade física em primeiro lugar recomenda-se a liberação médica que normalmente gira em torno de 4 a 8 semanas dependendo se o parto for normal no qual a recuperação é mais rápida ou cesariana e também da recuperação da mãe que é diferente em cada caso. O médico irá avaliar e o professor orientar o melhor tipo de treino. 

2- Qual tipo de exercício você indicaria na hora de recomeçar os treinos para mulheres que não podem ter um personal na orientação? 

Para mulheres sem personal a melhor maneira de começar são com exercícios leves à moderados como: caminhadas, trotes, além de alongamentos. Todos eles com intensidade de leve à moderada, de 20 a 30 minutos, 3x na semana. Há outras modalidades muito importantes que vão auxiliar na volta à boa forma, mas que requer acompanhamento de um profissional habilitado de educação física, mesmo que seja na academia, são elas: musculação leve, Yoga, pilates, localizada sem carga e exercícios para fortalecimento do Core (abdômen e lombar).

3- O exercício físico libera ácido lático, ele pode interferir no gosto ou produção do leite materno? 

Sim, dependendo da intensidade dos treinos pode interferir de maneira a fazer com que a criança queira o desmame pelo sabor do leite azedo e também a mãe corre o risco de secar o leite. Mas tudo isso vai depender de uma série de fatores na hora de se exercitar. A atividade física neste período deve ser moderada, intensidade cardíaca moderada (segundo a sociedade brasileira de medicina esportiva 55 à 75% da máxima onde corresponde à um trabalho mais aeróbico) mesmo porque neste período a queima calórica é muito grande 700 calorias por dia nas mamadas e a produção de ácido latico pode aumentar e liberar no leite, mas isso se o treino for muito intenso. É recomendada todas as atividades que citei acima, mas com tempo, intensidade e volume leve à moderado. O ácido latico costuma ser eliminado muito rápido do organismo, cerca de 30 à 60 minutos pós treino. Deve-se amamentar o bebê antes de ir à academia e no pós espera-se um tempinho.  As atividades aeróbicas leves ou mesmo os intervalos ativos contribuem para a eliminação do ácido latico que sai na urina e no suor.

4- Quais os principais cuidados na questão exercício X alimentação/lactação ? 

Para se obter resultados, independente de pós parto ou não, o sucesso só será garantido com cuidados com relação não só aos exercícios, mas também na correta forma de execução e acompanhamento de um nutricionista que vai orientar a maneira correta de se alimentar no período de lactação. De qualquer forma é importante ressaltar que dietas rígidas de emagrecimento neste período não serão permitidas e lembrar também que a água tem um papel fundamental na produção de leite, recomenda-se tomar de 3 à 5 litros de água por dia, mas o melhor a fazer é ter a orientação dos dois profissionais: professor e nutricionista, para colocar a mamãe no caminho certo.

A obstetra Carla Gimenes indica 60 dias para início da atividade física moderada com segurança! 

Espero poder ter ajudado vocês com as dúvidas mais frequentes, sigam a Cristiane Fantini Personal Trainer no Facebook e tenham ainda mais informações! Além de uma super profissional a Cris está grávida! 😉

Já pode se exercitar? Vale pular carnaval e dançar com os pequenos viu!? Bom carnaval e um tiquinho de juízo!

  
Minha mulher maravilha só na tentativa de equilíbrio! 😀 

Um beijo,

MamãeUp

Fanpage : Cristiane Fantini – Personal Trainer. Licenciatura em Educação Física; Bacharel em Educação Física; Credenciada nos módulos do Core 360 ( treinamento funcional); Avaliadora Física, Circuito Funcional e Musculação; Grupos especiais: idosos e gestantes. Contato: 995354445

O tipo de parto é uma escolha?

Quando engravidei tinha poucas informações sobre os tipos de partos, sabia o básico: existe parto normal e cesariana.

É impressionante como quando a barriga começa a crescer as histórias mitológicas sobre partos extremamente difíceis ou muito fáceis vêm junto, as pessoas parecem que sentem um certo prazer oculto em compartilhar com a grávida a experiência no dia D.

Só que nem sempre as informações são benéficas e esclarecedoras, elas vêm carregadas de sentimentos e impressões que muitas vezes deixam a gestante com falsas sensações e expectativas, por isso eu resolvi pesquisar e trazer este post para as futuras mamães pensarem um tiquinho a respeito.

TiposdeParto

Existem segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) existem alguns tipos de parto, vamos um a um:

PARTO CESÁREO OU CESARIANA

Esse tipo de parto é cirúrgico e deve haver motivo clínico para a realização deste como: desproporção do tamanho do bebê em relação à pelve, infecção herpética ativa, gestantes diabéticas, posição do bebê invertida e difícil ou ainda se o trabalho de parto não estiver progredindo normalmente.

Quando a cesárea é “escolhida” a mamãe deixa de ser uma parturiente para ser uma paciente cirúrgica. Os cuidados com assepsia são maiores se tratar de uma cirurgia de grande porte, os riscos são maiores.

Segundo a Dra Carla Gimenes, obstetra: “As indicações de cesariana têm que levar em conta a avaliação do que é melhor para o binômio (mãe-feto).
Condições fetais: Apresentação pélvica, apresentação de face, situação transversa, sofrimento fetal agudo, macrossomia (fetos acima de 4kg), placenta prévia, descolamento prematuro de placenta com feto vivo, procidência de cordão, malformações congênitas
Condições maternas: condiloma acuminado gigante, iteratividade (2 ou mais cesáreas anteriores), infecção pelo HIV, doenças cardiovasculares, doenças pulmonares, colestase gestacional, presença de tumores anexiais.”

A mamãe recebe a anestesia peridural e por isso não sentirá dor alguma. É colocada uma tela na região do seu tórax para melhor assepsia e a mamãe não acompanha o parto.

O médico corta sete camadas até chegar ao útero por uma incisão de 10 centímetros feita acima dos pelos púbicos. Ao alcançar o bebê, o médico irá tirá-lo suavemente. A equipe removerá a placenta e a examinará e o corte será fechado com pontos.

A recuperação da mamãe é normalmente mais lenta do que em qualquer outro tipo de parto. Ela pode sentir dores no pós-cirúrgicos.

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PARTO NORMAL

No parto normal ou vaginal o corpo da mulher foi preparado para isso pela natureza humana, há menor chance de hematomas ou infecções, menor risco de complicações para a mãe e menor chance de dor pélvica crônica.

Não é sinônimo de fortes dores, há técnicas hoje que as aliviam. Quando a mamãe chega ao hospital, vários procedimentos de rotina são realizados, como aferição de temperatura, pressão arterial e frequência cardíaca.

Durante as contrações, o médico avalia a dilatação do colo do útero. Se as dores forem intensas, normalmente é aplicada uma anestesia peridural.

Quando o colo do útero estiver dilatado por completo e as contrações tornarem-se muito fortes, as paredes do útero farão pressão sobre o bebê e, em conjunto com o esforço da mãe, impulsionarão a criança para fora.

Após o alívio da expulsão do bebê, há a saída da placenta onde o útero se contrai mais uma vez para expulsá-la.

Indução do parto – Se a gestação já passar de 40 semanas, se há incompatibilidade de fator Rh, em que a continuidade da gestação expõe a criança aos anticorpos, à diabetes, ao sofrimento da passagem mal-sucedida, ou quando acontece o rompimento prematuro da bolsa d’água, a indução do parto deve ser tentada.

A indução consiste em acelerar o trabalho de parto e pode ser feito através do rompimento precoce da bolsa ou com medicamentos.

Conheça-os-diferentes-tipos-de-partos

Dores do parto

Esse é o principal motivo que leva muitas mulheres a não optarem pelo parto normal, principalmente porque ela recebe informações como: “a pior dor é a dor do parto” ou “é a dor da morte”, mas vários estudos já demostraram que isso não é verdade. A dor é relativa à cada indivíduo, ou seja, o que é uma dor muito forte para uma pessoa não é para outra.

Procure na internet e verá vários casos de mães que tiveram seus filhos a caminho de hospital, dentro de carros, aviões, helicópteros de resgate, em casa e em muitos casos sem ajuda de ninguém. Sabe por que? Porque o parto é algo natural do ser-humano, assim como amamentar.

Pode não ser fácil, mas é o modo que o corpo tem de mais natural para trazer o bebê ao mundo!

PARTO NATURAL

Não se trata de uma posição específica, ele pode ocorrer na água, de cócoras, na cama ou como a gestante se sentir mais confortável, pode ser em qualquer posição desde que a mãe não receba qualquer intervenção como anestesia, fórceps, indução, episiotomia (corte na região vaginal), manobras na barriga, etc., ou seja, a mãe é apenas observada durante a evolução do trabalho de parto. O médico está ali apenas para um caso de emergência.

O ritmo e o tempo da mulher e do bebê são respeitados e a mulher tem liberdade para se movimentar e fazer aquilo que seu corpo lhe pede. A recuperação, segundo os apoiadores é mais rápida.

Para o alívio das dores, é importante a mãe aprender no seu curso de gestantes técnicas de respiração e relaxamento e sentir-se segura do que quer.

A presença de uma doula também é recomendada. Conversei com a Raquel Xavier que me contou um pouco sobre sua função: “ Doula é aquela que dá apoio físico, psicológico e emocional para gestante em seu trabalho de parto. Prepara a mulher para esse momento tão importante em sua vida. Geralmente acompanhamos as gestantes do meio para o final da gravidez e algumas vezes depois que o bebê nasceu (as chamadas Doulas pós parto)”

Na opinião da doula Raquel “o parto respeitoso ainda está distante da maioria da população. A criação dos planos de parto veio como uma esperança, mas infelizmente os únicos profissionais que acatam os planos de parto são os profissionais que já o fazem sem nenhum papel escrito, assinado. Fora isso, as únicas instituições que acatam o plano de parto são alguns hospitais públicos já com essa identidade (como em São Paulo o Amparo Maternal) e alguns hospitais particulares onde se lê placas: AQUI APOIAMOS O PARTO ADEQUADO. E mesmo assim, se a gestante não tiver um acompanhante centrado ou uma Doula, esses direito, MESMO ESCRITOS E ASSINADOS, não serão respeitados porque infelizmente o plano de parto não tem um valor legal.”

Plano de parto para quem não conhece é um documento no qual a gestante expõe suas necessidades e vontades na hora do pré, parto e pós.

Perguntei à doutora Carla Gimenes, ginecologia obstetra qual a opinião dela como profissional atuante sobre os partos no Brasil: “Atualmente acredito que o partos no Brasil dependem muito do profissional que está atuando, mas a grande maioria sempre está fazendo o melhor para a gestante e para o bebê! É de extrema importância a relação médico-paciente! Isso faz a diferença, o respeito pela vontade da paciente em relação ao tipo de parto dentro das possibilidades existentes em cada caso para que se evite complicações perinatais”.

Nisso tenho que concordar com a Dra Carla, desde o inicio do meu pré natal tenho total liberdade de expressar meus medos e inseguranças, o que vai diminuindo a ansiedade e aumentando a confiança médico-paciente.

Então respondendo à pergunta do nossa tema de hoje, o tipo de parto é sim uma escolha, feita com base na avaliação do obstetra que acompanha o pré-natal e da grávida!

E você, qual sua história de parto? Se está gravidinha já conversou com seu obstetra para saber qual parto pretendem ter?

Conta pra mim?

Um beijo,

Mamãe Up

Colaboradores do post

http://guiadobebe.uol.com.br

Raquel Xavier
Doula – formada pelo GAMA-Tel: (11) 95123-7258
www.facebook.com/raquelxavierdoula

Dra Carla Gimenes
Ginecologista Obstetra
http://www.dracarlagimenes.com.br

Gravidez e o diabetes gestacional 

O começo da minha gravidez foi uma festa que envolvia enjoos e vontades. Eu comia o que apetecia quando as náuseas não vinham com tudo! Resultado? Engordei nos 5 primeiros meses 12 quilos.

Desde que sou adolescente tive que cuidar da alimentação, se não engordava mesmo! Não foi diferente na gestação, mas sempre tem aquela vozinha que diz: “ah você está grávida então come”!

Pois aí veio o susto para me acordar : o exame da curva glicêmica que apontou para uma glicemia alta, quase um diabetes gestacional.

Consultei a nutricionista e cunhada Edvânia Soares de Souza que, na época me prescreveu uma dieta e dela não saí mais!

O medo foi meu motivador, mas não precisa ser assim com você!
Tudo o que estiver aqui escrito foi pesquisado ou sentido com muito cuidado então vamos lá!

O que é o Diabetes Gestacional? 

O diabetes gestacional é um problema que surge durante a gravidez. A mulher fica com uma quantidade maior que o normal de açúcar no sangue. É uma condição que quase sempre se normaliza sozinha depois que o bebê nasce ao contrário de outros tipos de diabete, que duram a vida inteira. O  diabetes aparece quando o corpo não consegue fabricar a insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas em quantidade suficiente. A insulina controla a quantidade de açúcar disponível no sangue, para ser usado como fonte de energia, e permite que o excesso de açúcar seja armazenado.

Seu corpo precisa produzir insulina extra para atender às necessidades do bebê, principalmente da metade da gravidez em diante. Se seu corpo não conseguir fazer isso, você pode ficar com diabete gestacional. Seu nível de açúcar no sangue também pode subir devido às mudanças hormonais da gravidez, que interferem na ação da insulina.

O que é proibido?

Conversei com a Edvânia e perguntei sobre alimentação no diabetes gestacional e olha que legal o texto que ela escreveu aqui para o mamãe Up :

“Durante a gravidez é comum a mulher ter desejos alimentares, porém, devemos nos atentar a eles. Inofensivo na mente mas muito perigoso para o bebê e para a mãe.

A diabetes gestacional é um desequilíbrio das taxas de glicemia que pode surgir durante a gravidez, mas que, na maioria dos casos, se normaliza após o parto.

Dietas restritas na gravidez não são recomendadas, sendo a terapia nutricional um importante aliado, lembrando que mulheres obesas estão mais propensas a desenvolverem a diabetes gestacional, porém pode acometer qualquer mulher.

A alimentação deve ser diversificada, sendo composta por frutas, verduras, legumes e cereais integrais. Além de se fracionar as refeições ao longo do dia, diminuindo as chances de hipoglicemia. Evitando sempre que possível, alimentos ricos em açúcares, preparados congelados industrializados.

Para as mamães que sentem desejos por doces, a dica é uma banana amassada e assada com cacau em pó salpicado por cima, como também o mousse de abacate com cacau.

Lembrando que se torna necessário o acompanhamento nutricional nesta fase, enfatizando uma dieta individualizada ás necessidades e evolução da paciente.”

Pra ler e refletir! Então vamos lá, primeiro passo: Dieta! Sim é chato mas posso falar? Eu era contra! Mesmo sempre me cuidando em outros momentos da vida sentia que na gravidez privação era tipo um pecado! E não gente, precisamos de regras pra comer na gestação por dois motivos simples: traz bem-estar e faz bem pro bebê/mamys!

Depois que comecei a dieta parei de engordar e comecei a me sentir mais disposta! Sim, disposta!

Riscos, Sinais e Sintomas

Falei também com a doutora Carla Gimenes, ginecologista obstetra especialista em endocrino e menopausa que me respondeu às seguintes questões:

Quais os Riscos para o bebê e a mamãe no diabetes gestacional ?

A diabetes gestacional sem controle está associado a maior risco de anomalias fetais. Para a gestante há riscos de doenças renais, aumenta o risco de pré-eclâmpsia.Para o feto há um risco de macrossomia (peso fetal maior q 4000g, aumento das dimensōes do tronco e ombros com aumento do risco de distócia de ombro no parto, aumento do risco de aborto espontâneo e morte fetal e polidrâmnio (aumento da quantidade de liquido amniótico.

Quais os sinais e sintomas?

Geralmente não tem sintomas. É diagnosticada no exame de sangue(glicemia e teste de tolerância à glicose solicitados no pré-natal. O ganho de peso excessivo durante a gestação pode ser um sinal.

Receita

Pra finalizar vou compartilhar a receitinha saudável passada pela Edvânia, nossa nutri de plantão :

MOUSSE DE ABACATE COM CACAU
Ingredientes
– 1 abacate maduro
– 2 colheres (sopa) de cacau em pó
Modo de preparo
Colocar todos os ingredientes em um mixer ou liquidificador e bater até virar uma massa homogênea. Coloque em um recipiente e deixe gelar por 2 horas na geladeira.

Cuidem-se meninas, sempre, mas durante a gestação cuidem com carinho da alimentação!

Espero ter ajudado!

Um beijo,
Mamãe Up

Fontes de pesquisa :

Baby Center – site especializado no assunto que conta com diversos profissionais da área

Sociedade Brasileira de Diabetes

Dra Carla Gimenes – Ginecologista Obstetra

http://www.dracarlagimenes.com.br

Edvânia Soares de Souza – Nutricionista

http://www.estimanutricao.com.br